Contrariando a predominante leveza deste blog (algo no estilo de Sex and the City, obviamente em uma cidade com muito menos glamour, nenhum par de Manolo Blahnik de 400 dólares e muito, mas muito menos sexo), este post se propõe a assumir um tom bem mais profundo.
No final do ano, formulei um desejo. Num pedaço de papel.
Dizia exatamente: “Em 2007, quero um novo (e bom) amor”.
Mas, o que é um “bom” amor?
Se me perguntassem, eu diria que é encontrar aquela pessoa que te faz bem, é companheira, carinhosa e que faz você esquecer os problemas do mundo, que é cavalheiro e te trata como uma princesa.
Então, se eu pedi um bom amor, por que surgiu em minha vida o homem mais complicado do mundo? Aquele que tem como maior complicação o fato de não ter espaço e tempo para mim na vida dele...?
Uma pessoa muito querida outro dia me disse: “Detesto gente imune”. Não sei como ela gosta de mim, afinal, desde que se passaram os devaneios românticos da adolescência, época mágica e sofrida em que eu era capaz de passar um ano apaixonada por um rapaz que vi apenas uma vez, escrever poemas, chorar no escuro do meu quarto ouvindo músicas melosas (passou, ufa), eu me tornei a pessoa mais “imune” que eu conheço.
Com todas as minhas defesas ligadas no máximo, apaixonei-me várias vezes nestes anos, mas sempre tendo em mente o mote “Só acredito em amores possíveis”.
“Ah, é difícil? É complicado? Ele não se importa comigo?”
Essa sempre foi a deixa para eu expurgar o moço (e qualquer sentimento romântico ligado a ele) completamente do meu sistema em menos de uma semana. Algumas lágrimas derramadas e “plim”, lá surgia eu renascida das cinzas em dois ou três dias, na maior parte das vezes!
Mas por que agora não é assim?
Por que eu não sei o que fazer da música, do luar, do sentimento, dos arcos-íris... da vontade imensa de estar junto e, por que não dizer, do imenso tesão?
Voltando ao “bom” amor, será que um amor bom é somente aquele que é fácil?
Dizem que precisamos tomar cuidado com o que pedimos, pois podemos ser atendidos.
E se de repente, no momento, um bom amor para mim for um amor que me ensine... a amar??! Que me ensine que amor não é uma gripezinha para a qual você toma um doril qualquer e está rapidamente curada?
...Não se afobe, não Que nada é pra já O amor não tem pressa Ele pode esperar...
...diria Chico (e eu que nunca gostei do Chico), na música Futuros Amantes. Música que o moço me dedicou. O que me deixou chateada, mas agora aprendo a gostar e entender...
E se eu preciso aprender a ter paciência, ao invés de desistir de um sentimento para me proteger da dor...?
Termino sem nenhuma conclusão. Porque não sei o que fazer, o que pensar, o que sentir...
Deixo então, mais uma música... Both Sides, Now, Joni Mitchell
…I´ve looked at love from both sides now From give and take, and still somehow It´s loves illusions I recall I really don´t know love at all…
Porque eu realmente não conheço o amor….
TERRA_COMMENTS
Realmente, este post foi diferente dos demais mas nem por isso menos maravilhoso.
Como não se identificar?
Como não descobrir, com o gosto amargo na boca, que no fundo ainda queremos o principe, idealizamos o homem perfeito e somos muito pouco capazes de lidar com os problemas do dia a dia.
Mas quando olho para o lado e vejos os casais que estão juntos há mais de 8 ou 10 anos não vejo nenhuma história lindinha pra contar, apenas um esforço enorme dos dois lados para manter o relacionamento, "apesar de" uma porção de interpéries.
E pq nós já chutamos o pau da barraca no primeiro problema? eu também gostaria de saber...
11.04.07
I reaLLY dont knoW love at all
Contrariando a predominante leveza deste blog (algo no estilo de Sex and the City, obviamente em uma cidade com muito menos glamour, nenhum par de Manolo Blahnik de 400 dólares e muito, mas muito menos sexo), este post se propõe a assumir um tom bem mais profundo.No final do ano, formulei um desejo. Num pedaço de papel.
Dizia exatamente:
“Em 2007, quero um novo (e bom) amor”.
Mas, o que é um “bom” amor?
Se me perguntassem, eu diria que é encontrar aquela pessoa que te faz bem, é companheira, carinhosa e que faz você esquecer os problemas do mundo, que é cavalheiro e te trata como uma princesa.
Então, se eu pedi um bom amor, por que surgiu em minha vida o homem mais complicado do mundo? Aquele que tem como maior complicação o fato de não ter espaço e tempo para mim na vida dele...?
Uma pessoa muito querida outro dia me disse: “Detesto gente imune”.
Não sei como ela gosta de mim, afinal, desde que se passaram os devaneios românticos da adolescência, época mágica e sofrida em que eu era capaz de passar um ano apaixonada por um rapaz que vi apenas uma vez, escrever poemas, chorar no escuro do meu quarto ouvindo músicas melosas (passou, ufa), eu me tornei a pessoa mais “imune” que eu conheço.
Com todas as minhas defesas ligadas no máximo, apaixonei-me várias vezes nestes anos, mas sempre tendo em mente o mote “Só acredito em amores possíveis”.
“Ah, é difícil? É complicado? Ele não se importa comigo?”
Essa sempre foi a deixa para eu expurgar o moço (e qualquer sentimento romântico ligado a ele) completamente do meu sistema em menos de uma semana. Algumas lágrimas derramadas e “plim”, lá surgia eu renascida das cinzas em dois ou três dias, na maior parte das vezes!
Mas por que agora não é assim?
Por que eu não sei o que fazer da música, do luar, do sentimento, dos arcos-íris... da vontade imensa de estar junto e, por que não dizer, do imenso tesão?
Voltando ao “bom” amor, será que um amor bom é somente aquele que é fácil?
Dizem que precisamos tomar cuidado com o que pedimos, pois podemos ser atendidos.
E se de repente, no momento, um bom amor para mim for um amor que me ensine... a amar??!
Que me ensine que amor não é uma gripezinha para a qual você toma um doril qualquer e está rapidamente curada?
...Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar...
...diria Chico (e eu que nunca gostei do Chico), na música Futuros Amantes.
Música que o moço me dedicou. O que me deixou chateada, mas agora aprendo a gostar e entender...
E se eu preciso aprender a ter paciência, ao invés de desistir de um sentimento para me proteger da dor...?
Termino sem nenhuma conclusão.
Porque não sei o que fazer, o que pensar, o que sentir...
Deixo então, mais uma música...
Both Sides, Now, Joni Mitchell
…I´ve looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It´s loves illusions I recall
I really don´t know love at all…
Porque eu realmente não conheço o amor….
TERRA_COMMENTS
Como não se identificar?
Como não descobrir, com o gosto amargo na boca, que no fundo ainda queremos o principe, idealizamos o homem perfeito e somos muito pouco capazes de lidar com os problemas do dia a dia.
Mas quando olho para o lado e vejos os casais que estão juntos há mais de 8 ou 10 anos não vejo nenhuma história lindinha pra contar, apenas um esforço enorme dos dois lados para manter o relacionamento, "apesar de" uma porção de interpéries.
E pq nós já chutamos o pau da barraca no primeiro problema? eu também gostaria de saber...
TERRA_LEAVE_A_COMMENT