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_histórias de duas garotas na saga em encontrar um cobertor de orelha_
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24.04.07

TERRA_PERMA_LINK 21:31:02. TERRA_POSTED_BY g.

esqueceram de mim?

 

um torpedinho logo cedo:

- "não esqueci de você".

um número desconhecido, mas a imaginação habitual (e esta bem conhecida) para descobrir a origem do cavalheiro sem nome! ando cafona, eu sei. e reconheço. mas é uma boa frase que poderia ter sido tirada de um filme do almodóvar, no início de carreira. não?

well.....;;;

pensei nos meninos possíveis, impossíveis, inacreditavelmente impossíveis, mais ou menos possíveis, os habituais... ou seja, todos! de uma lista que revirei - acho - desde a adolescência! - exagero, eu sei. o fato é que gastei uma boa parte da minha manhã imaginando a surpresa de quem seria o autor anônimo do torpedinho.

achei meigo. afinal, poxa! quem não esqueceria de mim????

pois bem..

resolvi ligar para o número!

sofrível. nem preciso dizer que foi engano.

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TERRA_PERMA_LINK 14:40:28. TERRA_POSTED_BY g.

romeo

 

como já escrevi, ter um gato - para quem mora sozinha e está solteira - é muito bacana. eu queria uma gatinha, mas ao ver o romeo, foi paixão imediata. o quis levar no mesmo instante. e, claro, o adotei.

ele é filhotinho, mas já sabe fazer-se notado. claro que não precisaria, mas o bolinha de pêlos é todo charme. e me segue pulando entre as minhas pernas, sem perder o equilíbrio.

e percorre a casa. e quer atenção. e quer colo. e eu não resisto...

e mia baixinho quando quer mimos. e quer descobrir, olhar, se esconder e brincar - ele só quer brincar. passa horas brincando com uma simples bolinha de papel ou dentro de uma caixa de sapatos. os gatos são tão simples...

me comove. o romeo me comove.

e eu me sinto feliz....

adote um animal. vai te fazer bem. e, claro, escolha um macho da espécie humana que goste de animais, porque é fato: desconfie se ele prefere que os bichos fiquem apenas no zoológico...

TERRA_COMMENTS (1)
TERRA_PERMA_LINK 14:31:51. TERRA_POSTED_BY g.

não é o que é

 

nem tudo é o que parece ser, já que o menino bonito gosta de outro menino bonito... e, algumas vezes, a descoberta é como levar um soco no estômago de direita do Popó...

 

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20.04.07

TERRA_PERMA_LINK 23:32:08. TERRA_POSTED_BY g.

RedenÇÃO


Coloco minhas músicas para tocar, no shuffle, como de costume.

“Birds flying high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
(…)
It´s a new dawn, it´s a new day, it´s a new life, for me…
And I´m feeling good…!”

A música é “Feeling Good”, na versão do Muse.

Providencial – afinal, é assim que me sinto. Borboletas se divertem à minha volta.

Várias analogias bestas surgem em minha cabeça. Sinto-me como se tivesse passado por uma cirurgia, sem anestesia. Na verdade, a cirurgia fui eu mesma quem realizou. De escolha própria, retirei um alien de dentro de mim. Sangrou como o quê. Foi a coisa mais difícil que já fiz na vida, admito. Mas escolhi assim: sofrimento expresso, “intensivão”, por assim dizer – do qual, em certos momentos, achei que não fosse sair inteira – ao invés de passar meses “arrastando correntes”, passando por frustrações, recaídas, um sofrimento lento e constante.

Andei sobre brasas, fiz um “peeling” no coração (olha lá as analogias!!) e agora estou aí, leve, nova, quase que nem acreditando ter passado pelo purgatório e voltado em menos de uma semana!!

(Você não imagina qual a sensação de não ter mais um "alien" dentro de si mesma! No mínimo, um alívio...)

Não, não me arrependo de nada. Não pretendo fingir que não aconteceu. Não vou apagar todos os vestígios desse sentimento visceral e intenso. Vou fazer um grande arquivo “zip”, gravar em um CD e guardar no fundo de uma gaveta. Faz parte da minha história, do “filminho da minha vida”. Agora posso dizer que já passei por um sentimento assim, dolorido. Que bom que passou..... mais uma experiência.

Mas, agora, que venha a leveza, o novo, a doçura... Acolho de volta meu sorriso, feliz por me reconhecer novamente...!

...and I´m feeling good

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11.04.07

TERRA_PERMA_LINK 15:04:05. TERRA_POSTED_BY g.

I reaLLY dont knoW love at all

Contrariando a predominante leveza deste blog (algo no estilo de Sex and the City, obviamente em uma cidade com muito menos glamour, nenhum par de Manolo Blahnik de 400 dólares e muito, mas muito menos sexo), este post se propõe a assumir um tom bem mais profundo.

No final do ano, formulei um desejo. Num pedaço de papel.

Dizia exatamente:
“Em 2007, quero um novo (e bom) amor”.

Mas, o que é um “bom” amor?

Se me perguntassem, eu diria que é encontrar aquela pessoa que te faz bem, é companheira, carinhosa e que faz você esquecer os problemas do mundo, que é cavalheiro e te trata como uma princesa.

Então, se eu pedi um bom amor, por que surgiu em minha vida o homem mais complicado do mundo? Aquele que tem como maior complicação o fato de não ter espaço e tempo para mim na vida dele...?

Uma pessoa muito querida outro dia me disse: “Detesto gente imune”.
Não sei como ela gosta de mim, afinal, desde que se passaram os devaneios românticos da adolescência, época mágica e sofrida em que eu era capaz de passar um ano apaixonada por um rapaz que vi apenas uma vez, escrever poemas, chorar no escuro do meu quarto ouvindo músicas melosas (passou, ufa), eu me tornei a pessoa mais “imune” que eu conheço.

Com todas as minhas defesas ligadas no máximo, apaixonei-me várias vezes nestes anos, mas sempre tendo em mente o mote “Só acredito em amores possíveis”.

“Ah, é difícil? É complicado? Ele não se importa comigo?”

Essa sempre foi a deixa para eu expurgar o moço (e qualquer sentimento romântico ligado a ele) completamente do meu sistema em menos de uma semana. Algumas lágrimas derramadas e “plim”, lá surgia eu renascida das cinzas em dois ou três dias, na maior parte das vezes!

Mas por que agora não é assim?

Por que eu não sei o que fazer da música, do luar, do sentimento, dos arcos-íris... da vontade imensa de estar junto e, por que não dizer, do imenso tesão?


Voltando ao “bom” amor, será que um amor bom é somente aquele que é fácil?

Dizem que precisamos tomar cuidado com o que pedimos, pois podemos ser atendidos.

E se de repente, no momento, um bom amor para mim for um amor que me ensine... a amar??!
Que me ensine que amor não é uma gripezinha para a qual você toma um doril qualquer e está rapidamente curada?

...Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar...

...diria Chico (e eu que nunca gostei do Chico), na música Futuros Amantes.
Música que o moço me dedicou. O que me deixou chateada, mas agora aprendo a gostar e entender...

E se eu preciso aprender a ter paciência, ao invés de desistir de um sentimento para me proteger da dor...?

Termino sem nenhuma conclusão.
Porque não sei o que fazer, o que pensar, o que sentir...

Deixo então, mais uma música...
Both Sides, Now, Joni Mitchell


…I´ve looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It´s loves illusions I recall
I really don´t know love at all…


Porque eu realmente não conheço o amor….
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